Sempre foi assim, desde da infância, até mesmo durante o terceiro semestre de faculdade, quando em uma aula o professor pediu para todo mundo falar o que queria ser. Pensei, pensei no tigre, mas a borboleta era mais forte que eu e já fazia parte da minha vida.
Minha mãe e minha avó me apelidaram de Fada, em momentos de extremo carinho soltavam um "Fadinha". Para aqueles que não sabem as fadas são criaturas que tem poderes mágicos capazes de encantar a todos que encontram pelo caminho. Bom, não sei se era isso que elas queriam dizer, mas o fato é que sempre acreditei que sou diferente...tendo a chance de passar algo mágico para quem eu encontrasse no caminho (nussa meachando.com rsrsrsrs ).
Enfim, na verdade estou falando dessa história de fada e borboleta, porque há duas semanas atrás uma pessoinha mais que especial, alguém que faz meu olho brilhar e minha voz faltar toda vez que vejo, me comparou com uma borboleta(linda mais intocável, frágil).
Entretanto, ser uma pequena criaturinha que passou parte da vida sendo uma lagarta e agora tem asas para voar e encantar a todos, vai além da fragilidade. Já imaginou que a sua beleza seduz a todos, não existem relatos de alguém que nunca admirou e se rendeu a linda dança do ser tão pequenino ao vento...Quem nunca ficou contemplado com a magia de cores e encantos dela?!
Ser uma borboleta é ter a chance de encantar a todos, é aproveitar muito o seu curto prazo de vida, é se jogar aos braços do destino e esperar que o melhor aconteça...ser uma borboleta é ter a certeza que a vida é única e não existe tempo para pensar em amar ou deixar de amar...é ser mix de alegria com sabedoria, de beleza com determinação, porque aquilo que a lagarta chama de fim da vida nós apelidamos de borboleta.
E como diz minha mãe: Vai lá Fadinha mostra o seu brilho e sua mágica para aqueles que cruzam o seu lindo caminho!
Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas
Borboletas brancas
São alegres e francas
Borboletas azuis
Gostam muito de luz.
As amarelinhas
São tão bonitinhas!
E as pretas, então…
Oh, que escuridão!


