segunda-feira, 14 de abril de 2014

Não vá se perder por aí


Boa parte dos ideais que projetamos na infância são corrompidos antes mesmo da fase adulta. Quem não se lembra de um dia ter sonhado em ser super-herói e salvar o mundo? Tem aqueles que queriam ser médico e curar todos os seres amados.
Infelizmente a vida esfrega uma realidade desumana no nosso nariz, e passamos a nos condicionar ao ter, o ser fica esquecido em algum cantinho invisível do nosso íntimo.
A luta diária para conseguir um melhor salário, melhores condições e uma vida estável, leva embora os sonhos de criança.
Mas será que essa essência não pode ser resgatada?
Quando era pequena sonhava em fazer algo que atendesse a sociedade.Talvez sendo uma excelente professora,  ou quem sabe uma voluntária da ONU na  África.  Pensei também em ser uma escritora que doava os livros para semear conhecimento.
Em alguns momentos de silêncio,  desejei ser apenas minha mãe, acho que ela nunca soube disso. Pensava: se eu conseguir ser um pouco parecida com ela, não me perderei por aí.
A triste rotina e as trilhas escolhidas me afastaram desses objetivos. Entretanto, após observar as fantasias de infância da minha sobrinha de dois anos, notei que não é tarde para resgatar a criança  esquecida e comecei a reescrever o meu "faz de conta". Vou apertar o play dando prioridade a responder o seguinte questionamento: o meu trabalho atual é algo que oferece benefícios para o meio social?  Com ele estou ajudando o meu próximo? Ele me faz sonhar com um mundo igualitário?
Chegou o momento do meu resgate. Próximo passo: esbarrar com a menina que não via limites nos sonhos.




quinta-feira, 3 de abril de 2014

Balões

                           
                                 Decidiu  desenhar balões coloridos para voar da rotina cinza.