Tudo continua na mesma bagunça. Cama, armários, estante, livros, sapatos, a vida. E, ela só sonha em manter o equilíbrio no velho salto de sempre.
Acorda para rotina diária, mas não pra vida. Vive no além, onde ninguém consegue chegar. Segue sozinha, acorrentada a tantos medos e receios.
Mora em uma prisão criada por ela. Cercada por fantasmas, monstros e dramas, que somente a estranha menina enxerga.
Acorda para rotina diária, mas não pra vida. Vive no além, onde ninguém consegue chegar. Segue sozinha, acorrentada a tantos medos e receios.
Mora em uma prisão criada por ela. Cercada por fantasmas, monstros e dramas, que somente a estranha menina enxerga.
Talvez ela espera ser libertada, mas por quem? E como ajudar? Ela escondeu as chaves da cela, no meio da bagunça mental esqueceu-se do esconderijo.
Ela não tem mais força, são correntes grossas, que arrasta todos os longos dias.
Todos olham a garota por fora. Enquanto o exterior sorrir, o interior chora.
Ela não tem mais força, são correntes grossas, que arrasta todos os longos dias.
Todos olham a garota por fora. Enquanto o exterior sorrir, o interior chora.
Desaba todos instantes em um vale frio de lágrimas.
A doce menina já não acredita o quanto pode ser livre. Não encontra força para andar. O salto alto que outrora era charmoso, agora é desagradável. Dói, aperta, machuca.
Ela se arrasta em mais um dia... Suspiros, angústias, tantos receios, que só ela pode sentir.
Ao terminar o dia, a garota respira fundo, fecha os olhos e deseja só uma coisa: sonhar com a fórmula mágica de se livrar do pesadelo real.
Ingênua, não percebe que, quando dorme ela vive e ao acordar ela morre.
Ao terminar o dia, a garota respira fundo, fecha os olhos e deseja só uma coisa: sonhar com a fórmula mágica de se livrar do pesadelo real.
Ingênua, não percebe que, quando dorme ela vive e ao acordar ela morre.



