quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Bem-me-quer...

 Ela brincava de malmequer sem compreender quanto o bem lhe queria.
 Rabiscava palavras, escrevia livros de memórias para um amor que não tinha. 
Sonetos, poemas, frases feitas, músicas dos anjos para um mal de querer quem não existia. 
Vivia a menina a brincar de malmequer, bem-me- quer, sem saber que na verdade o erro estava em uma única palavrinha.
Se tudo começa mal como poderia terminar bem? 
A doce menina despetalava margaridas, rosas, azaléias, mas não percebia que o mal não lhe queria. 
Insistia no mal e evitava o bem. Um dia perdida em sua louca fantasia, percebeu que o bem existia. 
Colheu uma flor e lá começou a falar: Bem-me-quer, malmequer...
                                                                                  Esperta menina acrescentou uma   palavrinha:
                                                                                 Bem-me-quer, mal- não- me-queria...
                                                                                  Depois disso, pode finalmente perceber, que só o 
                                                                                 bem lhe queria. 


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