Foram amantes antes mesmo do primeiro beijo.
Sussurram eu te amo calorosos a quilômetros de distância.
As declarações eram ouvidas por terra, céu e mar.
Permitiram o enroscar de seus corpos através de pensamentos maliciosos e cheios de desejos.
Associavam canções, poemas, contos, romances à história de amor que permitiriam escrever.
O tempo já vivido de um e os segundos que o outro iniciava na vida não eram problema.
Ajustaram os ponteiros de seus relógios e criaram uma nova era.
Bom dias manhosos despertavam as manhãs e diminuíam a distância.
Ela era brilhante, fascinante, cheia de cores como o dia.
Ele, os anos de vida o fizeram noite.
Às vezes igual a um céu repleto de estrelas ou apenas como a solidão do luar.
No meio da sintonia, do elo que criaram prometeram, juraram amor eterno, mesmo duvidando do amanhã.
E um dia o eclipse solar aconteceu: a noite abraçou o dia.
Beijaram-se no momento em que a lua entrelaçava o sol.
O céu tornou-se um espetáculo divino. Os pássaros pararam diante de tamanho encanto
Coisas que só o amor pode fazer...
Mas nem o mais forte e mais perfeito dos sentimentos pode paralisar o tempo
Nem os deuses poderiam ajudar e imortalizar a paixão do dia pela noite.
Amaram-se por longos minutos, mas aos poucos a lua foi distanciando do sol
O fenômeno magistral, divino do eclipse oculto voltou a ser um dia comum e mais tarde uma noite qualquer
