Sabe aquela sensação de ter nascido na época errada? Bom, eu sinto isso todos os dias, acredito que desde de minha infância. Pode ser loucura, mas de fato, eu não curto muita coisa da minha geração, vivo escutando canções antigas ou viajando em filmes que jamais poderei apreciar na telona dos cinemas. Devo ter dado muito trabalho para minha mãe, avó e avô, por ser uma criança "diferente" das outras. Enquanto minhas irmãs inventam novas travessuras, minha diversão era escutar as histórias dos meus avós, sem contar que babava com os relatos de meu bisa, queria saber de grandes personagens conhecido dele, Horácio de Matos e Getúlio Vargas. O passado me encanta, o problema é que meu coração pulsa com acontecimentos que eu não presenciei, e jamais vou ter a chance de viver. Estranho, né?! Mas esse é meu mundo.
Quando tinha cinco anos de idade, cismei com a música "Pra não Dizer que não falei das Flores", quis saber cada estrofe da canção, sobrou para minha avó. Tadinha, buscou a melhor maneira para explicar a uma menina curiosa o que foi a Ditadura (ela é a melhor professora de história, um dia empresto um tiquinho dela para vocês) . Cartola também fazia parte do meu imaginário, quantas vezes fiz minha avó cantar O Mundo é Moinho, e assim, viver cada palavrinha da canção. Era incrível, com um piscar de olhos estava no cenário do mundo da música.
O meu apego as coisas antigas era e é tão grande, e isso me levou estudar Literatura antes mesmo dela ser apresentada na sala de aula, assim as lendárias escolas literárias passaram a ser as minhas as viagens favoritas. Diversas vezes fui a dama dos pastores do Arcadismo, me deixei levar pelo Romantismo e vibrei com o Realismo de Machado de Assis. Vivia e ainda vivo sonhando, sentindo saudade de uma época que só vou viver em meu imaginário.
A minha curiosidade por períodos marcantes na vida dos meu avós, pais e tios, é algo inexplicável. Coloco um sorriso de um canto a outro, quando converso com alguém um pouco mais velho, é como se eu tivesse a chance de fazer o melhor passeio da minha vida. Acho que devido a essa loucura toda, escutei e ainda escuto: "Flavinha, como você pode ser tão diferente?". Juro que também não sei.
O meu apego as coisas antigas era e é tão grande, e isso me levou estudar Literatura antes mesmo dela ser apresentada na sala de aula, assim as lendárias escolas literárias passaram a ser as minhas as viagens favoritas. Diversas vezes fui a dama dos pastores do Arcadismo, me deixei levar pelo Romantismo e vibrei com o Realismo de Machado de Assis. Vivia e ainda vivo sonhando, sentindo saudade de uma época que só vou viver em meu imaginário.
A minha curiosidade por períodos marcantes na vida dos meu avós, pais e tios, é algo inexplicável. Coloco um sorriso de um canto a outro, quando converso com alguém um pouco mais velho, é como se eu tivesse a chance de fazer o melhor passeio da minha vida. Acho que devido a essa loucura toda, escutei e ainda escuto: "Flavinha, como você pode ser tão diferente?". Juro que também não sei.
Se tivesse uma máquina do tempo, faria de fato uma viagem diária para todas décadas que me fascinam, brincaria com cada poeta, artista e tentaria ficar por lá, jamais sentiria saudades dos anos 2000.
E sonhos não param por ai...
Espanto muita gente quando conto o meu sonho de casar com Chico Buarque, pode ser bem surreal, mas para mim faz parte da minha realidade, se não casar com ele, vou pelo menos tentar encontrar alguém com muitos encantos e personalidade parecida do meu "muso". É simples entender, eu sou louca pelo passado, claro que me apaixonaria por um cantor com canções que marcaram época. Entre meus desejos de menina sonhadora, já quis ser a dama do cabaré do Noel Rosa, (também quero o Woody Allen e Ivan Martins, mas isso é papo para outro dia).
São tantos desejos presos no passado, que só sonhando e usando a imaginação para realizar todos. E no meio da fantasia, loucura desvairada, eu sinto uma infelicidade por não conseguir alcançar meus desejos,o de ter nascido nas épocas amadas ou de ter em mãos uma máquina do tempo. Enquanto isso uso e abuso da minha mente, quem sabe um dia os cientistas não percebem o quanto criar um transporte para o passado é algo útil, talvez a melhor invenção de todos os tempos.
Enfim, termino com os Beatles mais um grupo que não tive a chance de acompanhar, porém é presente no meu dia. E com eles dizem: "Nothing's gonna change my world"









